Oficina fortalece saúde quilombola e amplia diálogo com comunidades tradicionais

Ação reuniu gestores, profissionais de saúde e moradores de comunidades quilombolas para discutir equidade, qualificação da assistência e fortalecimento da Atenção Primária à Saúde

secom to | 18/06/2026

Oficina fortalece saúde quilombola e amplia diálogo com comunidades tradicionais

Ação integra estratégias da SES-TO voltadas à promoção da equidade e ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde junto às populações quilombolas do Tocantins. Divulgação SES-TO (Secom to)

A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) realizou, nos dias 15 e 16 de junho, uma visita ao Quilombo Brejão e promoveu a Oficina de Saúde Quilombola voltada a gestores e profissionais de saúde dos municípios com territórios quilombolas da Região de Saúde Amor Perfeito. A ação ocorreu em Natividade e foi coordenada pela Diretoria de Atenção Primária à Saúde e pelo Núcleo de Equidade, em parceria com a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.


A visita ao Quilombo Brejão teve como objetivo realizar uma escuta qualificada junto aos moradores sobre a assistência à saúde ofertada no território. Já a oficina promoveu o diálogo sobre os desafios e as perspectivas da saúde quilombola, abordando temas como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para as Equipes de Saúde da Família que atuam em territórios quilombolas; os novos indicadores de desempenho do Ministério da Saúde; além da promoção da equidade e do fortalecimento da atenção à saúde da população negra.


Destacando o compromisso da SES-TO com a promoção da equidade e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde nos territórios quilombolas, a diretora de Atenção Primária à Saúde, Tatiane Alves, afirmou que “a oficina representa um importante momento de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento das ações voltadas à saúde da população negra e quilombola. Além disso, contribui para que os municípios estejam preparados para avançar na implementação das políticas públicas e no acesso aos incentivos federais destinados a esses territórios”.


A psicóloga e técnica do Núcleo de Equidade, Paula Rey Vilela, ressaltou que a atividade integra os compromissos pactuados pelo Núcleo de Equidade no Plano Anual de Saúde de 2026 e no Plano Plurianual de Saúde. “A expectativa é ampliar a oferta da oficina para outras regiões de saúde que possuem comunidades quilombolas. Esses são espaços importantes de escuta e reflexão sobre os processos de trabalho e as ações desenvolvidas pela Atenção Primária à Saúde nos territórios quilombolas”, destacou.


Para a diretora de Atenção Primária do município de Chapada de Natividade, Gislaine Nunes, a participação na oficina fortalece as ações voltadas às comunidades tradicionais. “Participar da Oficina de Saúde Quilombola foi um momento de grande aprendizado e fortalecimento das políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais. Para nós, que contamos com duas importantes comunidades quilombolas, Taboca e Mata Grande, essa participação contribui para promover uma assistência mais inclusiva, equitativa e respeitosa às especificidades culturais dessas populações, garantindo acesso à saúde com qualidade e dignidade para todos”, afirmou.


A diretora avaliou positivamente os temas abordados durante os dois dias de atividades. “Foram discutidos assuntos extremamente importantes para a saúde da população negra e quilombola. O apoio do Estado é fundamental nessa caminhada, pois a população quilombola precisa de uma atenção mais próxima, de mais recursos e de pessoas comprometidas com a defesa de seus direitos”, acrescentou.


Representando o Quilombo Brejão, Dulcilene Nunes de Carvalho Cardoso destacou a importância da visita da equipe ao território. “Para nós, essa visita foi muito importante, porque é no olho no olho que a realidade aparece. Quem vem até o quilombo consegue ver de perto as dificuldades que o nosso povo enfrenta e entender que saúde não é favor, é direito. A assistência precisa chegar à comunidade. A presença da equipe renova nossa esperança de que as necessidades do Quilombo Brejão sejam realmente vistas e ouvidas, para que nosso povo tenha uma saúde mais digna e mais presente no dia a dia”, concluiu.